26/05/2022 Comportamento

Preguiça de transar: a burocracia do sexo

Preguiça de transar, quem nunca teve? Os meus 40 anos chegaram como um furacão repleto de surpresas e, uma delas é a que, atualmente, tenho preguiça de transar.

Quando falo de preguiça de transar, não estou falando de falta de vontade, tampouco de problema hormonal, já que sou uma senhora de 40 anos… hehehehe. A vontade permanece lá, latente e quase enlouquecedora. Os hormônios continuam em ebulição. Estou falando daquele desânimo por toda a burocracia que envolve o sexo.

Desde que terminei meu pseudo-namoro com o árabe gostoso desgraçado do caral*&¨, meio que me fechei pra balanço. Era Pandemia e tal. Tive pouquíssimas e nada animadas aventuras com uns boys por aí. Mas percebi que eu estava tão cafa quanto eles. Não queria chamego, beijinhos ou conversas prolongadas pós-coito porque sabia que, depois de todo esse teatro pós-cópula, acabaria em um ou outro dando aquele gelo no dia seguinte.

Por um milagre do destino (era Natal e fico fofinha nessa época), até pensei que voltaria a namorar, com o Barman do inferninho que eu frequentava quando tinha meus 20 e poucos anos. Mas era só fogo no rabo mesmo. O cara, atualmente, com seus quase 50 anos, deve ter mais preguiça de transar do que eu. Brigamos e provavelmente ele só voltará a me procurar daqui há 5 anos, mantendo aquele ciclo narcisista natural que ele desempenhou muito bem nos últimos 20 anos.

Com a idade, a gente aprende a ser mais seletiva. Não é mais qualquer transa que importa. Sexo por sexo já não tem mais graça. É melhor fazer sexo sozinha se for assim. Para valer a pena, tem que rolar um envolvimento e não só supercial.

Os primeiros encontros com os caras que caem de para-quedas em nossas vidas, exigem um investimento que eles nem se dão conta. Lá se vão R$40 da manicure, R$10 em um sachê vagabundo de tratamento de hidratação capilar, R$40 em uma depilação virilha cavada e por aí vai.

Soma-se a escova, a maquiagem, o creme cheirosinho no corpinho, perfume, roupa sensual, calcinha sem rasgo nos fundilhos… E no meu caso, que não dirijo e só gosto de homem pobre, também tenho que pagar o Uber. Como não ter preguiça de transar, mulherões?

A burocracia da foda, definitivamente, não para por aí. Quantos desses caras topariam encarar uma Renata natural, sem artifícios, e gostaria dela o suficiente para repetir aquela transa inúmeras vezes?

É aí que bate aquela saudade tremenda de namorar e a preguiça de transar com alguém que a gente não sabe se vai, de fato, valer a pena. Saudade de ter alguém que não se importe de, vez ou outra, ver você dormir de meia rasgada, de calcinha bege e cabelo bagunçado usando a camisa de futebol preferida dele. Alguém que goste de você por quem você é.

Namorar é vida. Principalmente no frio. Quem é que não quer um par de pezinhos para esquentar os seus numa noite fria de outono?

Enquanto esse princípe encantado não aprece, eu assumo minha preguiça e namoro com o Netflix.

Já que estamos falando de relacionamento, você pode gostar deste vídeo:

 

 

 

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